O ESSENCIAL E O PORQUÊ

“Cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais. ”

(Sócrates)




Muitos projetos e compromissos, pouca efetividade.

Eis uma receita para o caos, a culpa, o cansaço e a tristeza.

Relaxa, tem tratamento.

Se você vivencia isso, então para tudo e corre para comprar o livro Essencialismo[1], de Greg Mackeown, que frequentou com justiça a lista de mais vendidos do jornal The New York Times[2].

Comprei o livro no final de janeiro de 2016 e fevereiro já me encontrou com outra atitude.

Já nos primeiros capítulos Mackeown vai te trazer argumentos e exemplos contundentes de como a maioria das pessoas se perde entre tantos sonhos, projetos e compromissos sem efetividade e que só geram emoções ruins como tristeza, culpa, baixa autoestima, insegurança e um infindável cansaço.

A obra de Mackeown tem como eixo alguns conceitos centrais – embora nem sempre explícitos - como efetividade e impacto de nossas ações. A leitura acaba te forçando a refletir em como nos perdemos em labirintos de escolhas e desperdiçamos tanto tempo, energia e vida em compromissos sem futuro e sem qualquer relação com o nosso propósito de vida.

Mackeown articula conceitos interessantes como tempo, escolhas, fadiga decisória, disciplina emocional, impotência aprendida, dentre outros. A primeira parte do livro vai trabalhar o espírito da proposta essencialista. A segunda parte conduz o leitor a explorar e discernir o que realmente é essencial. A terceira aborda de forma prática e direta o processo de eliminar o que não é essencial em nossas vidas e, por fim, a quarta parte trabalha o foco estratégico no que realmente importa e em como potencializar os efeitos de seus esforços.

A obra defende o essencialismo como um estilo de vida e confronta em quadros comparativos a vida de um não essencialista e a de um essencialista. É um livro que dialoga bem com o novo livro do filósofo Mário Sergio Cortella: Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização[3].

Na sua nova obra, Cortella escrutina as principais angústias das pessoas, sobretudo, em relação ao trabalho, carreira e como isto está relacionado cada vez mais com a realização pessoal.

O tema propósito é abordado transversalmente durante os capítulos e costura nexos entre os vários subtemas, seja para desconstruir mitos sobre o assunto, seja para demonstrar a importância da autoconsciência em relação às escolhas pessoais.

É, especialmente, neste último ponto que Cortella e Mackeown dialogam proficuamente. O livro Por que fazemos o que fazemos? traz várias ponderações e perguntas que instigam o leitor a refletir sobre as razões e fins de suas escolhas, conduzindo-o a um processo de autodescoberta.

Este processo, naturalmente, revela


o que é e o que não é essencial, o que faz sentido, o que está alinhado com seu propósito de vida e, noutro extremo, revela também tudo que não tem sentido e que merece ser descartado. Ao fazer isso, ele prepara o caminho para a prática do essencialismo como proposta de vida, definindo o que é essencial, preparando-nos para dizer não, para recusar, para descartar e para focar no que realmente interessa e onde podemos fazer significativa diferença.

São, portanto, dois livros que podem causar um grande impacto em sua vida e aliviar o sentimento de culpa, a tristeza e deixar para trás o estado corriqueiro de cansaço e desmotivação.

Então, aproveite para tomar uma atitude que transforme sua vida.



Indicação de leitura: a) Corações que querem causar impacto significativo em suas vidas e no mundo; b) Mentes que se sentem fadigadas e confusas com tantos projetos e compromissos; c) Bocas que desaprenderam a dizer não; d) Olhos que se distraem com tudo e não conseguem perceber com clareza o que é essencial.


Posologia: Dois soros diários de 10 páginas de Essencialismo para hidratar. Nos casos de dúvidas crônicas, entrar com injetáveis diários de um capítulo de Cortella.


Efeitos colaterais: Vida mais leve e com sentido, aumento da capacidade de impacto positivo de suas ações e algumas caras surpresas com suas negativas e com desistências necessárias.




[1] Editora Sextante.


[2] Sou desses que gostam de prestar atenção nos detalhes dos livros. Por exemplo, levo a sério capas. Não deveriam ser meros enfeites. Uma boa capa pode ir fundo. É o caso da capa do Essencialismo. Simples no muito que expressa.


[3] Editora Planeta.

#Essencialismo #propósito #carreira #escolhasedecisões #oqueéessencial

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IInspirar: atitudes que transformam